Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de março de 2014

Contraponto na Música Brasileira

Ao escutar a música “Rio de Janeiro City”, da simbólica banda “Joelho de Porco”, logo me recorreu, em contraponto, outra música, “Samba do Avião”, do maestro Tom Jobim.
A primeira inspirou-se na segunda. Mas não a copiou, pelo contrário, inverteu-a. Enquanto “Samba do Avião”, um dos clássicos da MPB, cultua e enaltece as belezas da “cidade maravilhosa”, “Rio de Janeiro City”, um dos clássicos do rock paulista, desconstrói esta “imagem perfeitinha” – são exemplos dos diferentes pontos de vista que a arte é capaz de oferecer ao observador.
Tom Jobim cita referências cariocas – o aeroporto do Galeão, a praia de Copacabana, o Cristo Redentor, a vista da Baía de Guanabara, a morena, o samba – enfim, procura criar uma sensação agradável, deixa hipnotizar-se pelo que é belo, ouça:


O Joelho de Porco, por sua vez, cita outras referências – o bang-bang, a “humanidade impossível”, os edifícios encobrindo a paisagem, mulheres feias, miséria – enfim, faz uma crítica, um deboche, procura criar uma sensação desagradável, ouça:


Qual das duas interpretações é a melhor? qual das duas é a mais verdadeira? Não sei. Pra mim, uma completa a outra - viva a música brasileira! viva a diversidade de idéias!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

TOP dez do rock brasileiro

O rock brasileiro é profundamente marcado pela idéia de digerir a cultura exportada pelas potências culturais e regurgitá-la após a mesma ser mesclada com a cultura popular e a identidade nacional. Bandas, como as citadas na lista abaixo, são capazes de incorporar o jazz, o clássico, a bossa nossa, o regional, o samba, o reggae, o cômico, entre outras coisas, à pluralidade do rock europeu e norte-americano, criando assim, o que existiu de mais original na música do século XX?
Fundamentado em três critérios, a saber, inovação, capacidade crítica e gosto próprio, elaborei o TOP 10 do rock tupiniquim. Divirta-se!

1 - Meu refrigerador não funciona (Mutantes).


2 - México lindo! (Joelho de Porco).



3 - Dê um rolê (Novos Baianos).


4 - Primavera nos dentes (Secos e Molhados).


                                    

5 - Os bons tempos voltaram (Made in Brazil).


6 - Que país é esse? (Legião Urbana).


7 - Amigo punk (Graforréia Xilarmônica).


8 - Robocop gay (Mamonas Assassinas).


9 - Você não soube me amar (Blitz).

                                     

10 - Manguetown (Chico Science e Nação Zumbi).


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Keith Richards

Sou fã de Keith Richards - tanto do artista quanto da pessoa. Mesmo sendo um Rolling Stones, ele nunca deixou a fama subir à cabeça. Numa entrevista, concedia à Revista Veja, o guitarrista fala do mundo das celebridades: “Marlon Brando era um babaca. Ele tinha aquela atitude típica de Hollywood, andava de nariz empinado, um esnobe. Como artista, era fantástico. Mas, como ser humano, era horrível. Outro exemplo de como a fama pode estragar uma pessoa é Brian Jones (um dos integrantes originais dos Stones, encontrado morto por afogamento, na piscina de sua casa, em 1969). Um dos músicos mais talentosos que já conheci; no começo ele era um sujeito doce, mas, três semanas depois que os Stones estouraram , virou outra pessoa. Passou a se achar o máximo.” (17 de novembro de 2010, p.20-21).
Antes de se tornar músico, Keith Richards havia sido escoteiro.  Assim, ele pode desenvolver uma das principais características de sua personalidade, a saber, o coleguismo. Foi justamente este ‘espírito de amigo’, além de sua extrema capacidade musical e de introspecção, que lhe possibilitaram formar a dupla de sucesso com Mick Jagger.
O uso das drogas, dizia Keith Richards, possuía a finalidade de aproximá-lo da verdade do mundo – da prostituição, do alcoolismo, da falta de perspectiva, do desamor. Ou seja, de tudo aquilo que a fama não confessava, do que existia de pior. Em sua carreira solo, o guitarrista se refere ao assunto. Aprecie a bela canção:


Informação complementar: o blog uma opção para refletir não aprova o uso de drogas.