Muitos atribuem as dificuldades em suas vidas à presidenta
reeleita Dilma Rousseff, principalmente gente da alta sociedade e pessoas de
censo comum. Mas, para estes, o que está ruim? o preço da gasolina? o aumento
de impostos? a baixa competitividade da indústria brasileira? o atraso das
obras públicas? os escândalos de corrupção? do que, exatamente, estas pessoas
estão reclamando? Sai governo e entra governo e as notícias são as mesmas, as
manchetes são as mesmas... no mandato de FHC também havia tudo isto, no de
Getúlio Vargas também havia tudo isto, no de Juscelino Kubitschek também havia
tudo isto, sempre houve e sempre haverá tudo isto. Então, por que continuam
insistindo nos ataques contra a presidenta?
A resposta é óbvia: interesses privados. É do conhecimento
de todos que, após ganhar as eleições, o governante tem de negociar a
governabilidade e, para tanto, tem de se sentar à mesa com a oposição – ministérios,
secretarias e presidência de grandes órgãos são o alvo. Sabendo que possui
metade do eleitorado brasileiro a seu favor, a oposição tem-se utilizado dos
meios de comunicação de massa para pressionar. Prova disto foi a notícia
veiculada ontem, em horário nobre, pela principal emissora de TV aberta do
país: “Cresceu o número de miseráveis”.
Bastou esta informação incompleta para que milhões de
fantoches começassem a publicar calúnias e injúrias de todos os tipos nas redes
sociais. Influenciados pelo que julgam ser “a verdade”, uma legião de anônimos
criam (com a falsa impressão de que o fazem pelas próprias ideias) uma espécie
de “cortina negra” que obrigará o governo reeleito a ceder mais do que o
necessário em nome da chamada “governabilidade”, comprometendo, desse modo, a
margem de atuação de Dilma.
Quem perde com isto, caro leitor, não são os poderosos –
donos de empresas, socialites, banqueiros – quem perde com isto é você, sou eu,
pois eles herdarão os altos cargos e os altos salários, e nós, o que sobrar
desta disputa. Precisamos começar a duvidar das coisas, a informação correta
era: “Cresceu o número de miseráveis, mas diminuiu o número de pobres”. Por que
eles mentiram?
[Imagem de Pawel Kuczynski]
"É lei inflexível que enquanto o povo for ignorante, a revolução será estéril" (Fialho de Almeida).
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