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sábado, 6 de dezembro de 2014

Sobre a Forma Poética

Quando se fala em poesia logo se pensa em verso e ritmo, entretanto, após os anos 1950, com o advento do Concretismo e seus desdobramentos, uma série de outros recursos – o acústico, o visual, o tipográfico, o geométrico, o simbólico etc. – foram incorporados ao modo tradicional de produção desta arte. Veja o resultado:

Este me fez lembrar de Raul Seixas “Negócio bom assim/ Ninguém nunca viu”.



Um “erro” faz parte desta composição – ou seria uma dúvida?



O dinheiro ($) caindo traz um sentido político para este poema – é como se alguém invadisse a nossa propriedade.



- Aqui há dois sentidos que se completam. Um quando se lê a palavra SOU e outro quando se lê a palavra NÓS – não somos todos um só?



- Nesta obra, a interrogação (desenhada) nos faz pensar – quem? o quê? onde? – e a verbalização nos faz sentir.



Absorvo, logo, existo?