Quando se fala em poesia logo se pensa em verso e ritmo,
entretanto, após os anos 1950, com o advento do Concretismo e seus
desdobramentos, uma série de outros recursos – o acústico, o visual, o
tipográfico, o geométrico, o simbólico etc. – foram incorporados ao modo tradicional
de produção desta arte. Veja o resultado:
- Este me fez lembrar de Raul Seixas “Negócio bom assim/
Ninguém nunca viu”.
- Um “erro” faz parte desta composição – ou seria
uma dúvida?
- O dinheiro ($) caindo traz um sentido político para este poema
– é como se alguém invadisse a nossa propriedade.
- Aqui há dois sentidos que se completam.
Um quando se lê a palavra SOU e outro quando se lê a palavra NÓS – não somos todos
um só?
- Nesta obra, a interrogação (desenhada) nos faz
pensar – quem? o quê? onde? – e a verbalização nos faz sentir.
- Absorvo, logo, existo?
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Por fim, cabe refletir.
ResponderExcluirUm paradoxo (Rama Si)
Há possibilidade no cosmo vasto
De que eu coma uma noz sem que eu sinta fome,
Sem que haja razão para fazê-lo
Exceto a de que existe a possibilidade de ser feito.
Esse fato reveste-se da mais alta importância.
Enquanto for possível a um homem comer uma noz
Sem que sinta fome,
Sem que haja razão para fazê-lo
Exceto a de que existe a possibilidade de ser feito,
Não haverá uma única verdade no mundo.