A sociedade é um corpo complexo – o homem
existe a milhares de anos. E a noção, certa ou errada, que temos de nós e do
mundo, é a que nos impeli a agir. Tudo, portanto, é o resultado da nossa ação,
inclusive a sociedade.
Mas, de que modo o agir individual se torna
coletivo? ou, de que maneira sobrevivemos e nos construímos em meio à
complexidade? Isto se dá através da organização institucional.
Em sua obra “Liberalismo”, Theodore
Meyer Greene aborda o tema. Segundo o autor, "existem cinco instituições
básicas – o Estado, a família, a escola, a igreja e a economia. O objetivo do
Estado é a lei e a ordem; o da família, o amor; o da escola, a educação; o da
igreja, a crença; e o da economia, a subsistência" (pág.s 140 e 146). De fato, é assim.
Sem um emprego, o homem não poderia se sustentar; sem um sustento não teria uma
família; sem o amor de uma família, sua vida não faria sentido; sem um sentido
não haveria vontade de aprender; sem educação, o homem não entenderia a lei.
"Evidencia-se, pois, que essas cinco
instituições não são, de forma alguma, distintas em relação às outras em sua
natureza e função. O amor deve estender-se além do círculo da família. A
educação não é de responsabilidade exclusiva da escola. O governo não pode
manter a lei e a ordem sem o apoio ativo da grande massa de cidadãos. À
religião faltaria força espiritual e influência se confiasse apenas às igrejas
a atividade crítica de suas idéias. Sem a indústria e o comércio, o mundo não
se organizaria materialmente" (p.146).
A sociedade se constrói a partir da capacidade
institucional do homem.
(Trechos com leves adaptações).
