Uma Vagina
Uma vagina, ali entre as pernas de uma mulher, num dia qualquer de
semana, andando sob um sol forte no centro da cidade, não tem a menor
importância, o menor valor, a não ser o de facilitar, a qualquer momento, os
incômodos das necessidades fisiológicas. Além disso, uma vagina, numa situação
dessas pode até estar suja, às vezes de urina ou mesmo de fezes, quando o papel
higiênico não foi usado de forma adequada. Uma vagina, “andando” pelo centro da
cidade pode estar sendo ferida por uma minúscula calcinha lilás, que aperta-lhe
um dos pequenos lábios, mas dependendo da situação em que se encontra a mesma
vagina, num lugar adequado, com a música adequada, com a luz adequada, com os
corações pulsando adequadamente, tem uma personalidade tão forte, é tão
importante, é tão vigorosa, que dá até vontade da gente se acabar nela.
(Nerino de Campos)
Sexo Anal
Guris,
Mas lembro que, anal não é de qualquer jeito.
Parei de fazer porque me machucaram muito
Fiquei meio que “traumatizada”
Então farei somente com quem me excitar bastante
E tiver o jeitinho
Ou seja, pode rolar ou não.
Anal se faz com o pênis bem duro,
O que machuca é quem quer colocar de uma vez...
Ou com ele “meia-bomba”, rss
Tem que respeitar o limite da menina
E deixá-la conduzir
(o que prejudica não é o tamanho e sim a
grossura do “menino”)
Então vou fazer, mas somente com estas
condições
Beijinhos...
(Alexia Champagne)
A Cópula
O cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um
doce,
O moço exibe à moça, a bagagem que trouxe:
Culhões e membro, um membro enorme e turgescente.
Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinente,
Não pode ele conter-se, e, de um jato,
esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente
Que vai morrer: - “Eu morro! Ai, não queres que
eu
morra?!”
Grita para o rapaz que acesso como um diabo,
Arde em cio e tesão na amorosa gangorra
E titilando-a nos mamilos e no rabo
(Que depois irá ter a sua ração de porra)
Lhe enfia cona a dentro o mangalho até o cabo.
(Manuel Bandeira)

